A importância do fluxo de caixa para a saúde financeira das PMEs (Pequenas e médias empresas)

27 de novembro de 2024
A importância do fluxo de caixa para a saúde financeira das PMEs (Pequenas e médias empresas)

Gerir uma PME exige atenção contínua à saúde financeira do negócio. Uma ferramenta indispensável para isso é o fluxo de caixa, que permite ao gestor não apenas acompanhar a liquidez, mas também antecipar problemas e identificar oportunidades.

Entender os detalhes técnicos desse controle é essencial para o sucesso financeiro de qualquer empresa.

O que é o fluxo de caixa?

O fluxo de caixa é um registro detalhado de todas as movimentações financeiras de uma empresa em um período específico. Ele engloba três componentes principais:

1. Saldo inicial

O valor disponível em caixa (geralmente em contas bancárias e aplicações) no início do período analisado. Esse montante é o ponto de partida para calcular a capacidade de pagamento da empresa.

2. Contas a pagar

Obrigações financeiras da empresa, como despesas fixas (aluguel, salários, energia elétrica..etc) e variáveis (fornecedores, encargos eventuais, impostos..etc).

3. Contas a receber

Entradas previstas dos recebimentos de clientes, vendas parceladas ou receitas programadas.

Com essas informações organizadas, é possível determinar o saldo final do período, que reflete a diferença entre entradas e saídas. Diante do resultado, se o saldo for positivo, quer dizer que houve geração de caixa positiva (sobrou dinheiro), caso contrário, geração de caixa negativa (faltou dinheiro).

Como o fluxo de caixa ajuda na tomada de decisões

Com um fluxo de caixa bem estruturado, o gestor ganha uma visão ampla sobre os períodos de maior e menor receita, permitindo ajustar o orçamento e planejar melhor os gastos. A análise do fluxo de caixa também auxilia na identificação de despesas desnecessárias, no ajuste de prazos com fornecedores e na definição do melhor momento para expandir ou realizar investimentos.

Esse controle contribui ainda para que a PME estabeleça um fundo de reserva e consiga lidar com imprevistos financeiros, como aumento nos custos ou quedas de receita. Além disso, ajuda a identificar necessidades de capital e a planejar, com antecedência, linhas de crédito ou financiamento, evitando que a empresa recorra a empréstimos em momentos de crise.

Por que ele é essencial não só no realizado, mas também no previsto?

Para que você possa interpretar o que foi gasto e recebido em determinado período, é essencial analisar o fluxo de caixa REALIZADO, com um relatório de DFC (Demonstração de fluxo de caixa), para que possa inclusive prever os próximos períodos.

Feito a análise do que se passou, é importantíssimo tirar lições de erros e acertos, e fazer a previsão para a próxima semana ou mês, ou trimestre, por exemplo.

Então, elaborar no começo do mês, por exemplo, fazendo a previsão de tudo que poderá entrar (recebimentos) ou sair (custos e despesas), sua empresa terá muito mais condições de se antever a algum possível problema, bem como fazer a gestão financeira correta do negócio, sem imprevistos.

Utilize estas orientações que citamos acima, e juntamente com a nossa consultoria financeira, a Jogabi fará com que a sua empresa não tenha mais problemas com o fluxo de caixa e obtenha a tão esperada saúde financeira.

Entre em contato conosco e saiba mais!

Consultor Financeiro
Willian Verchai
Consultor Financeiro
ECONOMISTA CORECON/PR – nº 8701
CONTABILISTA CRC/PR – nº 053511/O-9
Formado em Economia e também em Contabilidade, com uma experiência de mais de 20 anos na área financeira. Tem pós-graduação em Controladoria e Finanças, e especialização em Programa de Desenvolvimento Gerencial.
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Dúvidas frequentes

Uma empresa de consultoria financeira ajuda seus clientes com as suas dificuldades de gestão, apoia para a redução de custos e aumento das vendas, e também faz com que as empresas enxerguem o seu verdadeiro resultado, ou seja, mostra se realmente a empresa está tendo lucro, onde é necessário ajustar. Dentro das atividades também realiza relatórios e direcionamentos corretos para as melhores decisões.
Este é um ponto crucial e que gera muita dúvida. Enquanto a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) é o relatório onde pode se analisar o Lucro ou Prejuízo do negócio, pela competência dos fatos, a DFC é o (Demonstrativo do Fluxo de Caixa), pelos recebimentos e pagamentos, no que diz respeito a performance financeira da empresa. Ambos são importantes e fundamentais para a análise econômica / financeira.
A precificação deverá contemplar todas as variáveis que incidem sobre o produto ou serviço, tais como (impostos, comissões, frete..etc). Também é preciso conter um percentual sobre o preço de venda para pagar as despesas fixas. Uma boa forma de elaborar a precificação, é fazendo através da técnica do Markup.
É necessário estudar indicadores como payback, ponto de equilíbrio, TIR, VPL e outras mais. Cada indicador desses mostra o quão será saudável e viável realizar um projeto. Antes de abrir um negócio, é preciso ver qual o tempo de retorno do capital investido, qual o faturamento mínimo exigido, qual a taxa de retorno desejada para que o projeto seja atrativo e traga lucro.
Separar as finanças pessoais das finanças da empresa é o primeiro passo. Outro ponto importante é retirar um valor fixo mensal como pró-labore, e mediante análises de resultado poderá retirar valores como distribuição de lucros, quando a empresa estiver saudável financeiramente. Por fim, fazer um fechamento financeiro mensal com os demonstrativos para análises do resultado e correções caso necessário.
O custo de uma consultoria financeira empresarial varia conforme o porte da empresa, a complexidade das demandas e os serviços contratados. É feita uma análise personalizada para definir o escopo e o investimento necessário.
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