Erros comuns na modelagem financeira e como evitá-los

13 de janeiro de 2025
Erros comuns na modelagem financeira e como evitá-los

A modelagem financeira é a construção de projeções e cenários com base em dados e premissas, ajudando na tomada de decisões estratégicas e no planejamento do negócio.

Portanto, ela serve para algumas situações como:

• Estudar a abertura de uma nova empresa;
• Abertura de uma filial em determinada região;
• Medir a taxa retorno sobre um investimento em determinado projeto;
• Atestar a lucratividade e retorno do seu capital investido e outras situações.

No entanto, erros nessa prática podem comprometer a precisão das informações e levar a decisões equivocadas. Identificar e evitar os erros mais comuns é essencial para garantir que a modelagem seja confiável e útil. Confira os principais deslizes e como corrigi-los:

1. Suposições irrealistas

Um dos erros mais frequentes é basear o modelo em premissas otimistas ou irreais. Suposições como taxas de crescimento excessivas, custos subestimados ou margens de lucro muito altas podem distorcer os resultados.

Como evitar

Utilize dados históricos e benchmarks do mercado para criar premissas realistas. Sempre justifique as suposições com base em evidências concretas e reavalie regularmente à medida que novas informações surgirem. Exemplo disso são pesquisas sobre determinado mercado de atuação, divulgada por fontes confiáveis.

2. Falta de documentação e transparência

Modelos financeiros muitas vezes se tornam difíceis de interpretar devido à falta de documentação ou explicação das fórmulas, premissas e variáveis utilizadas.

Isso dificulta revisões e impede que outros membros da equipe compreendam o raciocínio por trás das projeções.

Como evitar

Documente todas as premissas, cálculos e fontes de dados diretamente no modelo. Utilize abas separadas para organizar as informações e implemente comentários nas células do Excel ou em outras ferramentas para explicar fórmulas complexas.

3. Ignorar cenários alternativos

Basear-se em apenas um cenário, seja otimista ou pessimista, limita a utilidade do modelo financeiro. Essa abordagem reduz a capacidade de prever como diferentes situações podem impactar o desempenho financeiro da empresa.

Como evitar

Desenvolva análises de sensibilidade e cenários alternativos. Projete o modelo para calcular diferentes resultados com base em variações de variáveis-chave, como taxas de juros, custos operacionais ou volumes de vendas.

4. Erros de entrada de dados

A inserção incorreta de dados, como digitar valores errados ou copiar informações desatualizadas, é uma fonte comum de erros na modelagem financeira. Isso pode comprometer completamente a validade do modelo.

Como evitar

Implemente verificações automáticas, como tabelas de validação, para reduzir o risco de entradas incorretas. Revise cuidadosamente as fontes de dados e adote práticas de controle como a revisão através de checks a todo momento, atestando que as fórmulas e a lógica da modelagem estejam funcionando.

Consultoria financeira em Curitiba

Evitar erros na modelagem financeira exige atenção aos detalhes, planejamento e boas práticas de organização. E o mais importante, NÃO UTILIZE MODELOS PRONTOS DA INTERNET, pode ser um perigo!!! 😩 ⚠️.

A Jogabi é uma consultoria financeira empresarial especializada na elaboração de modelagens financeiras do zero, unindo os três demonstrativos (DRE, Balanço Patrimonial e Fluxo de Caixa) com premissas corretas, bem embasadas e foco total na satisfação dos clientes.

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Consultor Financeiro
Willian Verchai
Consultor Financeiro
ECONOMISTA CORECON/PR – nº 8701
CONTABILISTA CRC/PR – nº 053511/O-9
Formado em Economia e também em Contabilidade, com uma experiência de mais de 20 anos na área financeira. Tem pós-graduação em Controladoria e Finanças, e especialização em Programa de Desenvolvimento Gerencial.
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Dúvidas frequentes

Uma empresa de consultoria financeira ajuda seus clientes com as suas dificuldades de gestão, apoia para a redução de custos e aumento das vendas, e também faz com que as empresas enxerguem o seu verdadeiro resultado, ou seja, mostra se realmente a empresa está tendo lucro, onde é necessário ajustar. Dentro das atividades também realiza relatórios e direcionamentos corretos para as melhores decisões.
Este é um ponto crucial e que gera muita dúvida. Enquanto a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) é o relatório onde pode se analisar o Lucro ou Prejuízo do negócio, pela competência dos fatos, a DFC é o (Demonstrativo do Fluxo de Caixa), pelos recebimentos e pagamentos, no que diz respeito a performance financeira da empresa. Ambos são importantes e fundamentais para a análise econômica / financeira.
A precificação deverá contemplar todas as variáveis que incidem sobre o produto ou serviço, tais como (impostos, comissões, frete..etc). Também é preciso conter um percentual sobre o preço de venda para pagar as despesas fixas. Uma boa forma de elaborar a precificação, é fazendo através da técnica do Markup.
É necessário estudar indicadores como payback, ponto de equilíbrio, TIR, VPL e outras mais. Cada indicador desses mostra o quão será saudável e viável realizar um projeto. Antes de abrir um negócio, é preciso ver qual o tempo de retorno do capital investido, qual o faturamento mínimo exigido, qual a taxa de retorno desejada para que o projeto seja atrativo e traga lucro.
Separar as finanças pessoais das finanças da empresa é o primeiro passo. Outro ponto importante é retirar um valor fixo mensal como pró-labore, e mediante análises de resultado poderá retirar valores como distribuição de lucros, quando a empresa estiver saudável financeiramente. Por fim, fazer um fechamento financeiro mensal com os demonstrativos para análises do resultado e correções caso necessário.
O custo de uma consultoria financeira empresarial varia conforme o porte da empresa, a complexidade das demandas e os serviços contratados. É feita uma análise personalizada para definir o escopo e o investimento necessário.
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