M&A (fusões e aquisições) para pequenas e médias empresas

16 de dezembro de 2025
M&A (fusões e aquisições) para pequenas e médias empresas

Quando lemos sobre fusões e aquisições nos portais de economia, quase sempre vemos cifras bilionárias e marcas globais envolvidas. Isso cria uma percepção equivocada de que essas estratégias são exclusivas de grandes corporações listadas na bolsa de valores.

Embora a realidade do mercado brasileiro para Pequenas e Médias Empresas (PMEs) ainda seja muito nova para este assunto, pois os dados históricos ainda estão sendo construídos, o assunto está crescendo e empresas estão conseguindo se profissionalizar e realizar bons negócios, principalmente com um apoio de uma consultoria estratégica como a Jogabi Soluções Empresariais.

PMEs podem também se beneficiar dessas operações todos os dias para sobreviver e crescer.

O mercado atual exige agilidade. Com a competitividade alta e margens de lucro muitas vezes apertadas, crescer apenas de forma orgânica, reinvestindo o próprio lucro, pode ser um caminho lento. É aqui que entra o M&A (Mergers and Acquisitions).

Essa ferramenta estratégica permite que negócios menores ganhem musculatura, eliminem concorrentes diretos ou diversifiquem suas fontes de receita em um tempo recorde.

Para o empresário de uma PME, entender esse universo não é apenas uma questão de ambição, mas de visão estratégica. Seu concorrente pode estar se preparando para comprar alguém ou ser comprado agora mesmo.

Compreender como funcionam esses processos ajuda você a proteger seu patrimônio e a identificar oportunidades que passariam despercebidas.

O que é M&A de forma simples?

A sigla M&A vem do inglês e significa Fusões e Aquisições. Embora o termo pareça técnico, o conceito é simples e faz parte da rotina de negócios de todos os tamanhos. Não se trata apenas de tubarões engolindo peixes menores. Envolve qualquer transação de compra, venda, fusão ou união estratégica entre duas ou mais empresas.

Uma fusão acontece quando duas empresas decidem unir suas operações para formar uma nova organização. Imagine duas padarias de bairro que competem entre si. Elas podem se fundir para criar uma rede maior, centralizar a produção e reduzir custos administrativos.

Já a aquisição ocorre quando uma empresa compra outra. Pode ser uma compra total, onde a empresa adquirida passa a ser controlada pela compradora, ou parcial, adquirindo apenas uma fatia do negócio ou ativos específicos, como uma carteira de clientes.

Para uma PME, o objetivo dessas operações geralmente gira em torno de quatro pilares: crescer rapidamente, conquistar novos clientes, reduzir custos operacionais (sinergia) ou garantir a sobrevivência em um mercado saturado.

Por que PMEs deveriam olhar para M&A?

Muitos donos de pequenas empresas acreditam que o sucesso vem apenas do aumento gradual das vendas mês a mês. O crescimento orgânico é saudável, mas o M&A funciona como um catalisador. Ele acelera processos que poderiam levar anos ou até décadas.

Aceleração do crescimento

Ao adquirir um concorrente ou uma empresa complementar, você dobra seu faturamento ou sua capacidade produtiva do dia para a noite. Construir essa mesma base de clientes do zero exigiria um investimento massivo em marketing e tempo de maturação.

Entrada em novos mercados

Imagine que sua empresa de software atende muito bem o setor de varejo, mas você quer entrar no agronegócio. Desenvolver um produto novo e aprender sobre esse mercado é caro e arriscado. Comprar uma empresa pequena que já atua no agro permite entrar nesse setor imediatamente, com um produto testado e clientes ativos.

Redução de riscos e receita recorrente

A diversificação protege o caixa. Se um negócio depende de um único produto ou serviço, qualquer mudança no mercado pode ser fatal. O M&A ajuda a trazer novas linhas de receita, diluindo o risco operacional.

Alternativa a dívidas bancárias

Para crescer, muitas empresas recorrem a empréstimos com juros altos. Trazer um sócio investidor ou fundir-se com uma empresa capitalizada pode ser uma forma de levantar recursos e investir na expansão sem comprometer o fluxo de caixa com parcelas de dívidas.

Situações comuns em que um M&A funciona para PMEs

O M&A no universo das pequenas empresas resolve problemas práticos do dia a dia. Identificar essas situações pode ser o gatilho para buscar uma negociação.

Sucessão familiar indefinida

Muitas empresas familiares sólidas fecham as portas porque os filhos não querem assumir o negócio, ou ainda tem muitas divergências entre as gerações. Vender a empresa para um concorrente ou para um grupo de investidores é uma saída digna que monetiza o trabalho de uma vida inteira do fundador.

E vou dizer, este é um dos grandes problemas que observamos em nosso trabalho consultivo, as divergências de pensamento e estratégias de perpetuidade da companhia. Esta é uma dor que o seu negócio enfrenta? Nós poderemos lhe ajudar!

Por estas razões, o M&A é uma opção que pode salvar o negócio.

Concorrentes locais em guerra de preços

Dois concorrentes em uma mesma cidade podem passar anos brigando por preço, destruindo a margem de lucro de ambos. A fusão dessas empresas encerra a guerra, permite praticar preços justos e soma as forças de vendas.

Negócios complementares

Empresas que vendem para o mesmo cliente, mas produtos diferentes, são ótimos pares. Uma consultoria de gestão pode se unir a uma empresa de software de gestão financeira. O cliente precisa dos dois, e a venda cruzada (cross-selling) aumenta o faturamento sem custo extra de aquisição de cliente.

Problemas financeiros com ativos valiosos

Às vezes, uma empresa tem uma excelente carteira de clientes e uma marca forte, mas está endividada e sem capital de giro. Uma empresa maior e saudável pode adquirir essa operação, renegociar as dívidas e aproveitar a base de clientes, salvando o valor que foi construído.

O que uma PME precisa antes de pensar em M&A?

Nenhum investidor ou comprador sério assinará um cheque para uma empresa desorganizada. A preparação interna é o fator que mais influencia o valor final da transação (Valuation).

A base de tudo é a organização financeira. Sua empresa precisa ter um DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) confiável e um fluxo de caixa organizado. Misturar as contas pessoais dos sócios com as da empresa é um erro fatal que afasta interessados e derruba o preço do negócio.

Você também precisa ter uma referência de valor. O Valuation não é um "chute", mas um cálculo técnico que mostra quanto sua empresa vale baseada na capacidade dela de gerar caixa no futuro. Ter esse número em mãos evita propostas ofensivas e expectativas irreais.

Também é fundamental arrumar a casa operacionalmente. Processos internos que dependem exclusivamente do dono tiram valor da empresa. O comprador precisa ver que o negócio roda sem a presença constante do fundador. Prepare-se para ser auditado; a due diligence vai investigar cada contrato e cada nota fiscal.

Etapas simples de um M&A para PMEs

O processo pode parecer longo, mas segue uma lógica estruturada para garantir segurança a ambos os lados.

  1. Análise e objetivo: Defina claramente se você quer comprar, vender ou se fundir. Qual é o objetivo estratégico? Aposentadoria? Expansão?
  2. Valuation: Contrate uma avaliação profissional para entender a faixa de valor do seu negócio ou do alvo que deseja comprar.
  3. Apresentação ao mercado: Se for vender, prepara-se um documento (chamado teaser) que apresenta os dados da empresa de forma anônima para atrair interessados.
  4. Negociação: As partes interessadas discutem os termos. Assina-se um Memorando de Entendimentos (MoU) ou Carta de Intenções (LoI), formalizando o interesse e garantindo exclusividade temporária.
  5. Due Diligence (Auditoria): O comprador abre a "caixa preta" da empresa vendedora. Financeiro, jurídico, fiscal e trabalhista são revisados em detalhes para confirmar se os números apresentados na negociação são reais.
  6. Assinatura e integração: Com tudo aprovado, assina-se o contrato final e inicia-se o desafio da integração das culturas e operações.

Os maiores erros de PMEs em processos de M&A

Pequenos empresários costumam falhar na negociação por falta de experiência ou assessoria adequada. O erro mais comum é achar que M&A não é para eles, perdendo oportunidades de consolidação de mercado.

Outro equívoco frequente é procurar um comprador apenas "quando a empresa vai mal". Negócios em crise valem menos. O momento ideal para vender ou buscar um sócio é quando a empresa está crescendo e dando lucro, pois é quando ela é mais atraente e valiosa.

A informalidade financeira é outro grande vilão. Números confusos, "caixa 2" ou falta de controles básicos tornam a auditoria impossível e matam a negociação. Aceitar o primeiro interessado sem analisar riscos e focar apenas no preço final, esquecendo de discutir como será a continuidade da empresa e a cultura pós-venda, também são falhas graves.

Quando NÃO fazer M&A

Existem momentos em que a melhor decisão é recuar e organizar a casa. Se a sua empresa está totalmente desorganizada financeiramente, sem saber qual é o lucro real, entrar em um processo de M&A será frustrante e desvalorizará seu ativo.

Empresas onde o dono é insubstituível também enfrentam problemas. Se o faturamento depende 100% do relacionamento pessoal do fundador e ele quer sair do negócio após a venda, a empresa perde o valor. Nesses casos, é necessário criar processos e treinar sucessores antes de ir ao mercado.

A falta de clareza sobre o pós-transação é outro sinal de alerta. Se não houver um plano claro de integração e objetivos definidos, a fusão pode destruir o valor de ambas as empresas em vez de criar algo melhor.

O M&A como ferramenta de alavancagem

O M&A é uma ferramenta poderosíssima para PMEs. No ambiente atual, com juros ainda altos, competição forte e margens apertadas, unir forças, vender parte do negócio ou adquirir empresas menores pode ser o fator que separa as empresas que crescem daquelas que ficam estagnadas.

Para trilhar esse caminho com segurança, a profissionalização da gestão financeira é o primeiro passo. Ter seus números em dia, processos definidos e uma visão clara de futuro coloca sua empresa em uma posição de vantagem na mesa de negociação, seja você comprador ou vendedor.

A Jogabi tem relacionamento com investidores e poderá alavancar a venda da sua empresa, a compra de alguma que lhe interesse, ou apoiar no processo de fusão e aquisição. Não jogue fora esta oportunidade, entre em contato conosco.

Consultor Financeiro
Willian Verchai
Consultor Financeiro
ECONOMISTA CORECON/PR – nº 8701
CONTABILISTA CRC/PR – nº 053511/O-9
Formado em Economia e também em Contabilidade, com uma experiência de mais de 20 anos na área financeira. Tem pós-graduação em Controladoria e Finanças, e especialização em Programa de Desenvolvimento Gerencial.
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Dúvidas frequentes

Uma empresa de consultoria financeira ajuda seus clientes com as suas dificuldades de gestão, apoia para a redução de custos e aumento das vendas, e também faz com que as empresas enxerguem o seu verdadeiro resultado, ou seja, mostra se realmente a empresa está tendo lucro, onde é necessário ajustar. Dentro das atividades também realiza relatórios e direcionamentos corretos para as melhores decisões.
Este é um ponto crucial e que gera muita dúvida. Enquanto a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) é o relatório onde pode se analisar o Lucro ou Prejuízo do negócio, pela competência dos fatos, a DFC é o (Demonstrativo do Fluxo de Caixa), pelos recebimentos e pagamentos, no que diz respeito a performance financeira da empresa. Ambos são importantes e fundamentais para a análise econômica / financeira.
A precificação deverá contemplar todas as variáveis que incidem sobre o produto ou serviço, tais como (impostos, comissões, frete..etc). Também é preciso conter um percentual sobre o preço de venda para pagar as despesas fixas. Uma boa forma de elaborar a precificação, é fazendo através da técnica do Markup.
É necessário estudar indicadores como payback, ponto de equilíbrio, TIR, VPL e outras mais. Cada indicador desses mostra o quão será saudável e viável realizar um projeto. Antes de abrir um negócio, é preciso ver qual o tempo de retorno do capital investido, qual o faturamento mínimo exigido, qual a taxa de retorno desejada para que o projeto seja atrativo e traga lucro.
Separar as finanças pessoais das finanças da empresa é o primeiro passo. Outro ponto importante é retirar um valor fixo mensal como pró-labore, e mediante análises de resultado poderá retirar valores como distribuição de lucros, quando a empresa estiver saudável financeiramente. Por fim, fazer um fechamento financeiro mensal com os demonstrativos para análises do resultado e correções caso necessário.
O custo de uma consultoria financeira empresarial varia conforme o porte da empresa, a complexidade das demandas e os serviços contratados. É feita uma análise personalizada para definir o escopo e o investimento necessário.
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