10 erros financeiros que fazem empresas perderem dinheiro

14 de janeiro de 2026
10 erros financeiros que fazem empresas perderem dinheiro

Muitos empresários focam em aumentar as vendas, acreditando que um faturamento alto é o principal sinal de sucesso. Embora vender mais seja importante, a verdadeira saúde de um negócio está nos detalhes da gestão financeira.

Pequenos descuidos, muitas vezes invisíveis no dia a dia, podem se transformar em grandes prejuízos, minando a lucratividade e o crescimento da empresa.

Identificar e corrigir essas falhas é o que diferencia uma empresa que apenas sobrevive de uma que prospera. A boa notícia é que, com atenção e processos bem definidos, é possível reverter esse quadro.

Vamos detalhar 10 erros financeiros comuns que podem estar custando caro para o seu negócio sem que você perceba.

1. Misturar finanças pessoais com as da empresa

Um dos erros mais comuns e prejudiciais, especialmente em micro e pequenas empresas, é a falta de separação entre as contas pessoais e as do negócio. Usar a conta da empresa para pagar despesas domésticas ou vice-versa cria uma grande confusão no controle financeiro. Essa prática impede a análise correta dos resultados, dificulta a gestão do fluxo de caixa e pode levar a problemas fiscais.

Para resolver isso, o primeiro passo é abrir contas bancárias separadas e definir um pró-labore, que é o salário fixo do sócio. Assim, você garante que as finanças da empresa reflitam a realidade operacional do negócio.

2. Não usar DRE e fluxo de caixa para tomar decisões

Muitos gestores se baseiam apenas na intuição ou em dados superficiais para tomar decisões estratégicas. Ferramentas como a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e o Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC) são fundamentais para uma gestão profissional. A DRE mostra o lucro ou prejuízo em um determinado período, enquanto o DFC detalha todas as entradas e saídas de dinheiro.

Ignorar esses relatórios é como navegar sem bússola. Utilizá-los permite identificar onde a empresa está ganhando ou perdendo dinheiro, planejar investimentos com segurança e garantir que haverá recursos para cobrir os compromissos.

3. Precificação incorreta por não calcular os custos reais

Definir o preço de um produto ou serviço com base apenas no valor praticado pela concorrência é um erro perigoso. Uma precificação correta deve cobrir todos os custos e despesas (fixos e variáveis), além de gerar uma margem de lucro saudável. Quando os custos reais não são calculados, a empresa corre o risco de vender com prejuízo sem saber.

É essencial mapear todos os gastos envolvidos na produção ou prestação do serviço, desde a matéria-prima e impostos até o aluguel e salários. Com esses dados, você pode aplicar uma metodologia de precificação, como o Markup, para chegar a um valor de venda que sustente o negócio.

4. Foco em faturamento, não em margem de lucro

Vender muito é ótimo, mas se a margem de lucro for baixa, o esforço pode não valer a pena. Focar exclusivamente no faturamento pode mascarar problemas de rentabilidade. Uma empresa pode ter uma receita milionária e, ainda assim, operar no vermelho se suas margens forem insuficientes para cobrir os custos e gerar lucro.

Acompanhe de perto a margem de contribuição de cada produto ou serviço. Esse indicador mostra quanto cada venda contribui para pagar as despesas fixas e formar o lucro. Analisar essa métrica ajuda a tomar decisões mais inteligentes sobre o mix de produtos e estratégias de venda.

5. Não fazer projeções financeiras

Gerenciar uma empresa olhando apenas para o presente é arriscar o futuro. A falta de projeções financeiras para o médio e longo prazo deixa o negócio vulnerável a imprevistos e impede o planejamento do crescimento. Sem uma visão de futuro, fica difícil definir metas, preparar-se para sazonalidades ou planejar grandes investimentos.

Elabore projeções de fluxo de caixa e de resultados, criando cenários otimistas, pessimistas e realistas. Esse exercício permite antecipar necessidades de capital, identificar oportunidades e tomar decisões mais seguras e bem fundamentadas.

6. Depender de poucos clientes grandes

Concentrar uma grande parte do faturamento em apenas um ou dois clientes representa um risco enorme. Se um desses clientes decidir encerrar o contrato ou reduzir o volume de compras, o impacto financeiro na sua empresa pode ser devastador. Essa dependência cria uma posição de vulnerabilidade nas negociações e limita a autonomia do negócio.

A solução é diversificar a carteira de clientes. Invista em marketing e vendas para atrair novos negócios e busque um equilíbrio saudável na distribuição da sua receita.

7. Não controlar estoques ou perdas

Um estoque mal gerenciado significa dinheiro parado. Excesso de produtos pode levar a perdas por obsolescência ou vencimento, enquanto a falta de itens pode resultar em vendas perdidas. Da mesma forma, não monitorar perdas de matéria-prima ou quebras na produção gera prejuízos que são absorvidos silenciosamente pela operação.

Implemente um sistema de controle de estoque eficiente, realizando inventários periódicos e acompanhando o giro dos produtos. Monitore e registre todas as perdas para entender suas causas e criar planos de ação para reduzi-las.

8. Contratar mais do que a operação suporta

Expandir a equipe antes que a estrutura financeira da empresa comporte esses novos custos é um erro que pode comprometer a saúde do caixa. A empolgação com o crescimento pode levar a contratações precipitadas, aumentando as despesas fixas de forma insustentável.

Antes de contratar, analise o impacto financeiro completo, incluindo salários, benefícios e impostos. Avalie se o aumento da produtividade ou das vendas justificará o investimento e se a empresa tem fôlego financeiro para manter a equipe no longo prazo.

9. Pagar juros e multas por desorganização

A falta de organização no setor financeiro leva ao pagamento de contas em atraso, gerando multas e juros que poderiam ser facilmente evitados. Esses pequenos valores, quando somados ao longo do ano, representam um dreno significativo de recursos que poderiam ser investidos no crescimento do negócio.

Organize um calendário de pagamentos, utilize sistemas de gestão ou planilhas para controlar os vencimentos e, se possível, automatize os pagamentos recorrentes. Manter a organização é uma forma simples e eficaz de economizar.

10. Confiar cegamente nos relatórios do sistema

Sistemas de gestão são ferramentas poderosas, mas não são infalíveis. A informação que eles geram depende da qualidade dos dados inseridos. Confiar cegamente nos relatórios sem fazer uma verificação manual pode levar a decisões baseadas em informações incorretas.

Crie o hábito de realizar uma "prova real" dos números. Periodicamente, confira se os dados do sistema batem com os extratos bancários e outros documentos. Essa checagem garante a confiabilidade das informações e a segurança das suas decisões.

Organize suas finanças e maximize seus lucros

Corrigir esses erros financeiros é um passo fundamental para construir uma empresa sólida e lucrativa. Uma gestão financeira organizada não apenas evita perdas, mas também libera recursos e tempo para que você possa focar no que realmente importa: o crescimento do seu negócio.

Se você identificou alguns desses problemas na sua empresa e não sabe por onde começar, a ajuda de especialistas pode fazer toda a diferença. Uma consultoria financeira, como a Jogabi, oferece o conhecimento e as ferramentas necessárias para estruturar seus processos, otimizar seus resultados e garantir a saúde financeira do seu negócio.

Não espere que os pequenos vazamentos se tornem um grande rombo. Fale com nossos consultores e descubra como podemos apoiar sua empresa a alcançar um novo patamar de gestão e lucratividade.

Consultor Financeiro
Willian Verchai
Consultor Financeiro
ECONOMISTA CORECON/PR – nº 8701
CONTABILISTA CRC/PR – nº 053511/O-9
Formado em Economia e também em Contabilidade, com uma experiência de mais de 20 anos na área financeira. Tem pós-graduação em Controladoria e Finanças, e especialização em Programa de Desenvolvimento Gerencial.
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Dúvidas frequentes

Uma empresa de consultoria financeira ajuda seus clientes com as suas dificuldades de gestão, apoia para a redução de custos e aumento das vendas, e também faz com que as empresas enxerguem o seu verdadeiro resultado, ou seja, mostra se realmente a empresa está tendo lucro, onde é necessário ajustar. Dentro das atividades também realiza relatórios e direcionamentos corretos para as melhores decisões.
Este é um ponto crucial e que gera muita dúvida. Enquanto a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) é o relatório onde pode se analisar o Lucro ou Prejuízo do negócio, pela competência dos fatos, a DFC é o (Demonstrativo do Fluxo de Caixa), pelos recebimentos e pagamentos, no que diz respeito a performance financeira da empresa. Ambos são importantes e fundamentais para a análise econômica / financeira.
A precificação deverá contemplar todas as variáveis que incidem sobre o produto ou serviço, tais como (impostos, comissões, frete..etc). Também é preciso conter um percentual sobre o preço de venda para pagar as despesas fixas. Uma boa forma de elaborar a precificação, é fazendo através da técnica do Markup.
É necessário estudar indicadores como payback, ponto de equilíbrio, TIR, VPL e outras mais. Cada indicador desses mostra o quão será saudável e viável realizar um projeto. Antes de abrir um negócio, é preciso ver qual o tempo de retorno do capital investido, qual o faturamento mínimo exigido, qual a taxa de retorno desejada para que o projeto seja atrativo e traga lucro.
Separar as finanças pessoais das finanças da empresa é o primeiro passo. Outro ponto importante é retirar um valor fixo mensal como pró-labore, e mediante análises de resultado poderá retirar valores como distribuição de lucros, quando a empresa estiver saudável financeiramente. Por fim, fazer um fechamento financeiro mensal com os demonstrativos para análises do resultado e correções caso necessário.
O custo de uma consultoria financeira empresarial varia conforme o porte da empresa, a complexidade das demandas e os serviços contratados. É feita uma análise personalizada para definir o escopo e o investimento necessário.
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